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segunda-feira, 1 de junho de 2015

The 100 - Kass Morgan [Resenha]

The 100 – Os escolhidos

Nota: ★★★★


Sinopse:
 Os Escolhidos - Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.

Dia 21

Nota: ★★★★



Sinopse

Dia 21 - Vinte e um dias após os cem terem chegado à Terra com a missão de recolonizar o planeta, um inimigo desconhecido é descoberto. Pensa-se que eles eram os únicos humanos a pisar na superfície terrestre em séculos, mas agora, nada mais é certo. Entre resgates, buscas e romances, segredos são revelados, crenças são quebradas e relacionamentos são testados.

Resenha

É um livro que de um tempo futurista que fala dos descendentes dos que sobreviveram a terceira guerra mundial ou guerra no Nuclear mundial 12 países criaram naves para levar pessoas ao espaço, (Arca é composta pelas estações espaciais que anteriormente representavam as nações do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Brasil, Canadá, China, Japão, Índia, Rússia, Venezuela, França e Uganda), pois a terra se tornara inabitável, pela radiação, essa naves se uniram e formaram a Arca, 97 anos depois ela(a Arca) esta morrendo, então mandaram 100 adolescentes que estava no corredor da morte, pois todos os crimes, por mais simples que sejas era punido com a morte, os menores de idade esperavam ate completarem 18 para serem mortos, logo esse foi o motivo de serem escolhido com a intenção de saberem se a  Terra era habitável novamente, caso sobrevivessem seus crimes serram perdoados. Esse livro é original e leva a gente pensar no nosso futuro como espécie humana e nas escolhas que tomamos, a ambientação é bem construída e os personagens incríveis de seus próprios jeitos, você ver a transformação de cada um a parti do momento que chegam ao solo da terra, é visível que cada problema, lutas e dificuldades vão mudando os personagens. Esse livro possui uma serie homônima que possui poças diferenças do livro, mas que os personagens são bem construídos como no livro.

Serie de Tv – CW

Assista Aqui!!!!



1° Temporada
Nota: ★★★★★



2° Temporada
Nota: ★★★★★



Atores  - Personagens 
Eliza Taylor - Clarke Griffin
Paige Turco - Abigail "Abby" Griffin
Bob Morley - Bellamy Blake
Marie Avgeropoulos - Octavia Blake
Devon Bostick  - Jasper Jordan
Thomas McDonell - Finn Collins               
Lindsey Morgan - Raven Reyes
Christopher Larkin - Monty Green
Isaiah Washington -Chanceler Thelonious Jaha
Henry Ian Cusick - Marcus Kane              
Ricky Whittle - Lincoln

Richard Harmon - John Murphy               

terça-feira, 26 de maio de 2015

Time Squatters: The secret of the cosmographer [Resenha]





Título original: Time Squatters: The secret of the cosmographer
Autor: Jánnos Eolou
Publicação: 2015
Observação: esse livro ainda não está sendo vendido no Brasil, porém ele pode ser comprado por site de vendas online estrangeiro.

O nome do livro em português seria Tempo Posseiros, e seu primeiro volume se chama: The secret of the cosmographer em português seria: O segredo do cosmográfico.

Sinopse:

Tempo posseiros é uma nova saga sobre viajem no tempo, indo do passado ao futuro e também fala sobre os grandes cientistas, como: Isaac Newton, Leibniz, Fermat e outros. Falam sobre alquimia e muito mais. O Segredo do Cosmographer é o primeiro romance da Saga tempo posseiros. É uma mistura de aventura e ciência, onde nerds tornar-se heróis e heróis começa a aprender ciência. Mas, acima de tudo, é história sobre amizade, lealdade e força.

Resenha:

Esse livro se passa em uma realidade diferente do que estamos acostumados a ver por ai, um momento em que a terra está passando por problemas ambientais, fará que um grupo de jovens Nerds tenha vontade de mudar o mundo e assim nasce o desejo de querer ser um herói, espera heróis podem ser nerds e nerds podem ser heróis??? Ai está, temos uma diferença nesse livro o super herói pode ser um garoto inteligente.
A cidade em destaque no livro é Virtus, onde começam à aventura, os personagens são: Alex, Max, Phoebe e Rosie.
Alex: é o mais velho do grupo, sem família acabou passando boa parte do tempo na rua, mas também ele é um sonhador que no fim só que as coisas fiquem em paz, ele do tipo que chega junto para ajudar o próximo.
Max; é o mais novo, ele e sua irmã cresceram num orfanato, ele também é o mais inteligente quando o assunto é tecnologia computadores.
Phoebe: ela é irmã de Max, ela é muito inteligente, está sempre lendo e aprendo algo novo, como boa parte do tempo sempre foi só ela e seu irmão, ela muitas vezes se sentia como a mãe dele.
Rosie: conhece o grupo depois dele formado, ela é a garota meiga e encantadora do grupo, e é claro também é muito inteligente conhecendo diversos assuntos como: alquimia, ciência.

Minha opinião: esse livro é ideal para quem gostam de uma aventura, viagens pelo tempo, ciência, muitos livros que misturam aventura com ciência fizeram e faz muito sucesso lembrando os clássicos de Júlio Verne que são esplêndidos, e um ponto importante nesse livro é o laço de amizade entre os protagonistas que é um elo especial fundamental.



O site oficial para mais informações é:

domingo, 17 de maio de 2015

Série Rizzoli&Isles - Tess Gerritsen [Resenha]

O Cirurgião - Tess Gerritsen, neste livro assustador, narra o rastro de sangue deixado por um assassino cruel. O agressor entra na casa de suas vítimas na calada da noite e segue até o quarto delas. Mergulhadas em sono profundo, as mulheres ignoram que irão acordar para um terrível pesadelo... A precisão com que ele investe contra as mulheres , somada à crueldade de agressão - útero das vítimas é arrancado -, sugere que o responsável pelas atrocidades seja um médico psicopata. Os jornais de Boston passam então a chamá-lo de "O Cirurgião". Em um livro de tirar o fôlego e com descrições minuciosas, a autora nos apresenta a um rico universo de personagens, ao criar um romance de suspense e profundidade inéditos. 

Ano de publicação: 2013
Nota: ★★★★


O Dominador - Apos o estrondoso sucesso em O Cirurgião, a personagem Jane Rizzoli esta de volta em mais um livro empolgante. Aqui não existem estereótipos. Jane Rizzoli é durona, mas também humana; e seu nêmesis, Warren Hoyt, é genuinamente perverso, sem nenhuma sombra de culpa ou remorso por seus crimes. Ainda mais perturbador e eletrizante, O DOMINADOR continua a trama do romance anterior. Depois de levar para trás das grades o psicopata Warren Hoyt - mais conhecido como "O Cirurgião" -, a detetive se vê diante de um maníaco que reproduz as assustadoras atrocidades de Warren. No decorrer das investigações, Jane vai descobrir que ha muito mais ligações entre os dois assassinos do que ela supunha.

Ano de publicação: 2012
Nota: ★★★★★




O Pecador - Tess Gerritsen está de volta em mais um suspense de arrepiar, após o estrondoso sucesso de "O Cirurgião" e "O Dominador". Jane Rizzoli se une à médica Maura Isles, na pista mortal de um crime aterrador. Os corpos de duas freiras, vítimas de violência brutal, são encontrados dentro dos muros sagrados de um convento. Após a autópsia descobre-se que uma das freiras mortas dera à luz antes de ser assassinada. À medida que segredos há muito esquecidos vêm à tona, uma descoberta sobre a identidade do assassino revela-se perturbadora.


Ano de publicação: 2011
Editora: Record
Nota: ★★★★






Dublê de Corpo - A Dra. Maura Isles (personagem de O Pecador) fica chocada ao descobrir que a vítima de um assassinato é idêntica a ela própria. Filha única, Maura verifica que o resultado do teste de DNA confirma o fato assustador: a misteriosa sósia é, na verdade, sua irmã gêmea. Agora, uma perigosa investigação de homicídio se transforma numa perturbadora viagem ao passado. Essa jornada levará Maura à mãe que jamais conheceu ? uma mulher fria que lhe deu a vida, mas que pode ter um plano para tirá-la. 

Ano de publicação: 2007
Nota: ★★★★★







Desaparecidas - Considerada o grande nome do thriller médico, a verdadeira herdeira de Robin Cook, Tess Gerritsen nos traz este novo e assustador sucesso. Aquela mulher parecia ser mais um corpo na mesa fria do necrotério. Mas quando a legista Maura Isles inspeciona o cadáver, algo assustador acontece: a mulher abre os olhos. Ainda viva, ela é levada rapidamente para o hospital. Mas o bizarro logo se transforma em perigo. Com uma precisão chocante, ela mata um segurança e faz reféns... um deles, uma paciente grávida. Quem é essa pessoa violenta e desesperada, e o que ela quer? 

Ano de publicação: 2008
Nota: ★★★★

                  

O Clube Mefisto - A detetive Jane Rizzoli e a patologista Maura Isle estão de volta em mais um thriller de tirar o fôlego. Na noite de Natal, elas são chamadas à cena de um crime brutal. Uma jovem é encontrada esquartejada, em meio a velas pretas e símbolos satânicos desenhados com sangue. Durante a investigação, outro assassinato fortalece as suspeitas de que uma misteriosa organização que estuda forças ocultas estaria envolvida. Juntas, Rizzoli e Isle embarcam em uma jornada aterradora, em busca de um inimigo muito mais perigoso do que qualquer outro que já tenham enfrentado, alguém cujo trabalho está apenas começando.


Ano de publicação: 2010
Nota: ★★★★★






Relíquias - A descoberta de uma múmia conhecida como Madame X, que esconde na verdade o corpo de uma mulher assassinada há pouco tempo, choca a comunidade arqueológica. A detetive Jane Rizzoli e a patologista Maura Isles se unem novamente para resolver o mistério. Elas se deparam com um assassino em série que simula rituais de povos antigos com suas vítimas, transformando seus corpos em verdadeiras relíquias. E, para complicar, ele parece ter desenvolvido uma fixação com uma jovem egiptóloga, Josephine Pulcillo, cujo passado misterioso pode ser a chave para as investigadoras encontrarem o criminoso. 

Ano de publicação: 2012
Nota: ★★★★★









Gélido - Quando a médica-legista Maura Isles reencontra um antigo amigo de faculdade durante um congresso, parte em uma viagem com ele e seu grupo. Porém, um acidente com o carro em meio a uma nevasca os leva ao inóspito vilarejo de Kingdom Come, onde algo terrível parece ter ocorrido. Enquanto isso, a detetive Jane Rizzoli recebe a notícia do desaparecimento da amiga e decide investigar seu destino. Assim, enquanto tenta descobrir o que houve com Maura, embrenha-se em uma trama envolvendo uma misteriosa seita e segredos do passado.

Ano de publicação: 2013.








A Garota Silenciosa - Uma mão ensanguentada é descoberta em um beco na Chinatown de Boston. Agora a detetive Jane Rizzoli, sua equipe e a patologista Maura Isles precisam localizar o restante do corpo – e identificar o cruel assassino. Mas a investigação toma rumos inesperados quando dois pelos de origem não identificada são encontrados junto ao cadáver. A dupla Rizzoli e Isles se vê diante de um novo desafio e alguém — ou algo — põe em xeque tudo em que acreditam.


Ano de publicação: 2014







Notem que a ordem de publicação NÃO corresponde à ordem real da história.

Eu não sei o quão famosa essa série é atualmente, mas eu sinceramente acho que ela merece mais amor - e eu digo isso não apenas por ser fanática, tendo um amor incondicional por séries policiais.

Primeiro de tudo Tess Gerritsen é uma escritora ótima que desenvolve os enredos realmente muito bem, os acontecimentos que compõem cada caso, cada nova investigação, sendo capaz de surpreender com o desenrolar da estória. Além disso, ela é ex-médica e, não sei, dá gosto ler as autópsias dela, sabendo que ela entende o que está dizendo - se fosse eu a escrever uma autópsia, ia ser uma cena digna de compaixão. Esse comentário saiu bem estranho, mas vamos fingir que eu não tenho gostos peculiares.

Jane Rizzoli, a protagonista, não é uma personagem tridimensional, e, se você gosta de mulheres fortes com certeza vai gostar dela. Jane é uma das minhas personagens preferidas da literatura, tem um senso de humor estranho e uma história interessante, sendo uma investigadora em um ambiente de trabalho machista - e, não, eu não estou aqui para discutir "feminismo x machismo", mas é que o preconceito com a Jane existe e ela realmente precisa lidar com ele. A Dra. Maura Isles é um tanto quanto misteriosa e fria, mas você no fundo consegue ver que ela é alguém bem humana, com seus dramas e seus amores. Eu não sou a maior fã dela, mas também não é como se eu a odiasse. Os outros personagens da Tess são bem críveis também, mesmo que tenha um ou outro que faça você torcer o nariz ao ler uma aparição dele - qual é?! A gente não gosta de todo mundo que conhece mesmo, então tudo bem.

Eu achei a escrita dela bem envolvente - consigo ler os livros num instante. No entanto, acredito que algumas coisas possam não ser compreendidas a princípio, por conta dos procedimentos policiais e médicos, com os quais eu não sei se todo mundo está familiarizado - eu sei que não estou, para ser sincera, e tive que pesquisar uma coisa ou duas na internet.

Acho que deu para perceber o quanto eu gosto da Tess, dos livros dela e da Jane. Infelizmente não tenho todos, faltam os dois primeiros, mas eu ainda vou adquiri-los, porque acho que valem a pena. Os preços só não são os melhores do mercado.

A cada livro concluído eu ficava com a sensação de que um dia eu queria (e quero) ser como a Tess, apesar de ainda não ter me arriscado a escrever uma história policial. Quem sabe um dia, não é?! E eu estou procrastinando a leitura do último livro lançado no Brasil, só para garantir que eu ainda vou ter algo dela para ler - confesso que sou uma vergonha por isso. 

A série de livros conta com 11 livros até agora, tendo sido o último publicado em 2014. No Brasil foram publicados até o 9º, A Garota Silenciosa, na tradução, sem previsão de quando sairão os próximos.

Existe uma série de televisão, chamada Rizzoli & Isles, que foi baseada nos livros da Tess, série essa que eu ainda não assisti - a Rizzoli e a Isles da série são tão diferentes do que eu imagino, que eu não me animei para ver.

De toda forma segue o trailer, que infelizmente não está legendado, mas tem um botão de CC ali embaixo, que deve ajudar um pouco:



A sexta temporada começa a ser exibida em 16 junho de 2015.

e eu confesso que depois de ver o trailer eu to com vontade de ver, çocorr D:

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O menino do pijama listrado [Resenha]


Nota:★★★★

Autor: John Boyne
Título original: The boy in the striped pyjamas
Ano de publicação: 2007 







Sinopse do livro: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

                                                                                                                                                                Quando lemos o menino do pijama listrado percebe-se que escritor não fez uma resenha do livro, ele diz na contra-capa que prefere ir direto a história e que ao longo do tempo você descobrirá tudo. A leitura do livro é de fácil compreensão. 






Essa história apesar de não ser baseada em fatos, retrata um acontecimento REAL que foi marcante no mundo todo, que foi o Nazismo. O nazismo foi o nome dado a política alemã durante a segunda grande guerra mundial que consistiam em criar uma raça Pura que se chamava Ariana, e com isso milhões de judeus e outros povos como ciganos foram mortos de forma cruel. A ideia que se passava as pessoas eram que os povos Judeus estariam tirando a oportunidade dos alemães trabalharem, pois estariam ocupando seus lugares. Seria a justificativa para tal ato de crueldade. 







Bruno é um menino feliz,tem amigos, mora numa casa grande e também tem uma família que se importa com ele, apesar que as vezes ele se irrita com sua irmã, mas nada é perfeito né. Até que um dia seu pai revela a família que todos iram se mudar, e então é aqui que a história começa. Bruno não entende o porquê de tudo isso.Qual é a real necessidade dessa mudança??? O que o seu pai faz, ele não poderia fazer onde eles vivem??? Mudança não é fácil para ninguém  quanto mais para um menino de 9 anos que terá que se despedir de todos os seus amigos e seus parentes. Contudo acontece a mudança, e logo ao chegar na sua nova casa ele descobre que não é um local comum, ele não sabia o que era mais havia algo diferente ali. Ao passar dos dias Bruno percebe do seu quarto umas crianças detrás de uma cerca,ele não tem autorização para ir tão longe no quintal, mas de forma sútil ele consegue escapar e é nesse momento que ele conhece um Judeu apesar que ele não sabe logo que ele é um judeu, e nem o que isso significa, mas mesmo assim eles começam a conversa, ao longo tempo Bruno e Shmuel ( o menino judeu por trás da cerca) vão fazendo uma amizade apesar deles manterem uma certa distância, ficando apenas sentado conversando na maior parte do tempo, a amizade vai fluindo e Bruno começa a sentir que Shmuel é um amigo de verdade.  

O filme tem o mesmo nome do livro: O menino do pijama listrado que estreou em 2008, que fez muito sucesso. 
sinopse do filme: Bruno (Asa Butterfield) tem 9 anos e é filho de um oficial do exército alemão que assume um posto de extrema importância no interior da Alemanha nos anos 40. Isto faz com que sua família deixe Berlim e se mude para uma área desolada, onde não há muito que fazer. Em um de seus frequentes passeios, ele conhece Shmuel (Jack Scanlon), um garoto com mesma idade dele e que sempre está com um pijama listrado. Bruno passa a visitá-lo frequentemente, fazendo surgir entre eles uma amizade inesquecível que tocará os corações de todos. 

Assista Aqui !!!




  

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fangirl - Rainbow Rowell [Resenha]



"Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar."

Ano de Publicação: 2014;
Editora: Novo Século.


Fazia algum tempo que esse livro tinha chamado minha atenção por conta do título e da capa, que é muito fofa - sim, eu o julguei pela capa, que atire a primeira pedra quem nunca.

Na primeira oportunidade, eu o comprei, comecei a ler e... Em resumo: Amor.

Rainbow Rowell conseguiu me fazer gostar de uma protagonista feminina como não acontecia há algum tempo, porque é muito fácil você gostar da personagem quando você se identifica com ela. Cath para muitos pode ser uma garota sem graça, cheia de medos, inseguranças, que se esconde na fantasia que ela lê e que ela própria inventa, mas Cath é real. Cath sou eu.

E ao redor da Cath existem mais pessoas reais. A habilidade da Rainbow de descrevê-las e de criá-las com defeitos e qualidades me fez virar uma fã do trabalho dela. Wren, Reagan, Levi e o pai da Cath foram personagens que eu consegui visualizar, não apenas um conjunto de descrições de pessoas perfeitas que só poderiam existir na cabeça de alguém e somente lá, longe do mundo real.

A temática escolhida para o livro chama a atenção por ser algo bem comum, porém trabalhado de uma forma diferente. Na maioria dos livros que tratam de temática parecida, essa coisa de 'uma nova fase na vida', ou ainda 'o medo do desconhecido', eu não me lembro de ter visto uma personagem como a Cath, provavelmente porque nunca tinha encontrado uma garota que não só fosse uma nerdona que se sente inadequada quando inserida em um novo ambiente, mas que também tem problemas de ansiedade, que é uma doença séria e não apenas aquele estado passageiro de ansiedade frente algum acontecimento pelo qual todo mundo passa. Deve ter mais livros por aí, sim, mas não me lembro agora.

O desenvolvimento da história segue um ritmo muito bom, nem apressado demais, nem lento demais, e a Rainbow consegue efetivamente fazer com que suas personagens evoluam ao longo das páginas. A Cath da última página é muito diferente da Cath da primeira, isso eu posso assegurar. Existem alguns autores que são deficientes nessa parte de desenvolvimento de história e personagem, sem conseguir demonstrar a evolução deles, mas a Rainbow conseguiu fazer com que todas as suas personagens crescessem ao longo de suas quatrocentas e vinte e uma páginas e conseguiu concatenar os acontecimentos de modo que a história fosse bem fluída.

A exceção fica por conta dos inícios de capítulos, em que Rainbow colocou excertos dos livros da série Simon Snow, criada por ela, uma paródia de Harry Potter, é bem visível. É algo que você sente de vontade de pular, porque você quer saber o que acontece com a Cath e não com o personagem sobre o qual ela é obcecada. No entanto, é importante, porque Cath é fã da série e até mesmo utiliza seus personagens para escrever as fanfics das quais ela se orgulha tanto.

Importante ressaltar que, mesmo sendo uma espécie de paródia da famosa série da J. K. Rowling, não é, em nenhum momento, uma imitação ou roubo de direitos autorais, que fique claro.

A linguagem é bem acessível, não me recordo agora de alguma dificuldade de compreensão.

De modo geral, eu gostei bastante - e sou até suspeita para comentar alguma coisa. O livro atendeu a todas as minhas expectativas, principalmente porque eu não tinha expectativas muito altas sobre ele.

Eu pensava: "É um livro sobre uma garota que escreve fanfics, eu não sei no que isso vai dar, mas vamos que vamos". E não me arrependi, hahah.

Sendo sincera: é um livro de romance, com uma protagonista que muitos definiriam como "fraca". Não acho que se deva ter realmente expectativas altas sobre ele, você não pode lê-lo esperando encontrar um clássico da literatura! Mas eu acho que é uma leitura agradável e que vale a pena, sim, se você gosta desse tipo de livro e, principalmente, se você é uma "Fangirl".

A mensagem final, aquela que fica depois que você dá a leitura por encerrada, conseguiu me deixar mais confortável com quem eu sou e com o que eu sou, e eu não tenho palavras pra descrever a importância dessa mensagem, não só pra mim, mas para muitas pessoas que, como nós, estamos sempre no limiar entre a realidade e a fantasia.

Nota: ★★★★★

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os 13 Porquês [Resenha]

Nota:★★★★



Autor: Jay Asher e Debra Wiseman
Nome Original: Thirteen Reasons Why
Os 13 Porquês, lançado em 2007

 Sinopse 


Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Resenha: Os 13 Porquês 


Esse livro conta a história de uma garota chamada Hannah Baker. Na verdade está é uma história bem peculiar que não retrata somente a vida da personagem mais sim a sua morte. Hannah cometeu suicídio e pouco antes dela morrer ela gravou 7 fitas onde em cada uma desta ela cita um nome de uma pessoa e a marca que esta deixou em sua vida. Cada pessoa que recebe pode escutar todas as fitas e logo depois tem que repassar para o próximo da lista.
Clay é o protagonista da história enquanto ele escutas as fitas sua vida vai mudando, no começo ele não entende o que ele tinha feito para Hannah, porque ela gravou uma fita falando sobre ele. Assim como sua visão de mundo vai mudando as pessoas que ele tinha um pensamento diferente (as outras pessoas citadas nas fitas) também mudam.
Esse livro trata de forma geral de vários problemas que acontecem em todo o mundo, e que na verdade são situações que apesar de serem delicadas para as suas vítimas tem que ser encarada e combatida também, sendo elas: bullying, depressão, abuso sexual, fofocas e mentiras.
Sobre a linguagem do livro: é bem acessível, com fácil compreensão, a leitura prende, fazendo você querer chegar logo no final para saber o que aconteceu. Vale a pena conferir!
O autor Jay Asher teve ideias bem interessantes e fora do comum, sendo um livro voltado para o público jovem onde este trás assuntos delicados como suicídio e outros. Ele liga de forma sutil mais perspicaz o assunto do suicídio com a vida dos envolvidos nessa tragédia, trazendo uma reflexão não só para os personagens, mais para os seus leitores que também passam a ter uma nova visão de mundo.
Outro ponto interessante é a utilização de fitas como instrumento de gravação de Hannah Baker. No mundo moderno onde temos diversos aparelhos de comunicação que chama atenção, é realmente incomum principalmente para os jovens que geralmente estão ligados a tecnologia utilizar algo tão retrô.
Minha opinião: este é um daqueles livros que nos fazem refletir sobre a vida. O fato de ela ter gravado 7 fitas contando a marca, as consequências que as pessoas deixaram nela, me fez perceber que nós deixamos uma marca nas pessoas e nos lugares por onde passamos e que também é reciproco as pessoas deixam suas marcas na gente. A questão é estamos deixando uma boa impressão por onde passamos? Quais são as consequências dos nossos atos?

 Filme: Os 13 porquês 


A boatos de que haverá o filme os 13 porquês, porém até agora o filme não foi produzido, e não se tem notícias atuais sobre o assunto, a rumores na internet que Selena Gomez faria o papel de Hannah Baker.

sábado, 2 de maio de 2015

Alice no pais das maravilhas e Alice através do espelho. [Resenha]


 Nota: ★★★★★



Inspiração 

                                                             Alice Pleasence Liddell

Em 4 de julho de 1862, um barco a remo transportava o reverendo Charles Lutwidge Dodgson numa excursão pelo rio Tâmisa. Junto a ele, além do amigo Robinson Duckworth, estavam as três irmãs Liddell: Lorina Charlotte, de 13 anos; Alice Pleasence, de 10 anos; e Edith, de 8 anos. Cada uma recebeu um apelido, ao longo da viagem, respeitando a ordem de nascimento. Assim, Lorina foi denominada “Prima”, Alice “Secunda” e Edith “Tertia”. O evento não era algo incomum na vida daquelas pessoas, o reverendo acostumara - se a levar as irmãs Liddell em passeios pelo rio, alternando conversas e contos de fadas inventados em cada ocasião, geralmente esquecidos nos momentos seguintes. Porém, Prima, Secunda e Tertia foram eternizadas num poema, que alude explicitamente àquela sexta - feira, naquela tarde de verão. E a história que povoou a imaginação das três meninas foi anotada, escrita e reescrita, depois publicada pelo reverendo em 1865, tornando-se um dos maiores clássicos da literatura de todos os tempos. O poema e a história foram dedicados a Alice Pleasence Liddell. Assim, Alice no país das maravilhas e depois Alice através do espelho alçaram o pseudônimo Lewis Carroll à posição de destaque na história da literatura, marcada pelo pioneirismo no tratamento das situações e também pelo uso até certo ponto incomum do recurso do nonsense (termo inglês que indica ausência de sentido) para o público infantil.
O nonsense de Carroll continha um elemento extra na formação do texto: a matemática.
A obra de Carroll foi constituída através de jogos de linguagem, baseados na Lógica, nos quais os capítulos só terminam quando as proposições se esgotam. Carroll usou de seus conhecimentos matemáticos e lógicos para construir proposições em Alice no País da Maravilhas, sendo muitas vezes o significado particular da frase superado pela forma, sugerindo brincadeiras comuns em sua época.

Composição do romance


Os episódios que compõem uma narrativa, localizados no tempo e no espaço desejados pelo escritor, dependem de algum recurso de ligação para garantir a sua coerência interna. Este recurso pode ser estabelecido através do ritmo, do narrador, de um limite de tempo ou até mesmo de um personagem, entre outras possibilidades.
A análise do sumário da obra, observando os títulos dos capítulos, permite ver uma colagem de histórias, casos curtos que poderiam existir independentemente, se não fosse a intenção do autor escrever um verdadeiro conto de fadas, tornando a viagem pelo país das maravilhas um sonho de Alice, e fazendo a correspondência ao episódio inicial em que ela lê um livro enfadonho antes de cair no sono. A Lagoa de Lágrimas, Um Chá Maluco e O Campo de Croqué da Rainha são capítulos que remetem o leitor a cenas muito visuais, seja pela descrição nada usual dos acontecimentos ou pelo inusitado dos diálogos.
A concordância entre o início e o final aparece como uma prova de coerência na construção da narrativa, pois os leitores não exigem uma lógica total dos acontecimentos dentro do romance, uma vez que se trata do enredo de um sonho, universo onde as coisas mais incomuns são aceitas como naturais.

As diversas alusões dentro da obra

 Vários personagens e situações de Alice no país das maravilhas tiveram como inspiração o cotidiano de Lewis Carroll e a comunidade onde viveu. A personagem Alice foi inspirada em Alice Liddell, filha de Liddell, amigo de Carroll. Apesar de a menina e a personagem terem o mesmo nome, ambas eram muito diferentes
O frasco de remédio vitoriano era arrolhado, com um rótulo de papel amarrado no gargalo assim como a garrafa com o líquido que Alice toma para encolher em sua primeira mudança de tamanho.
Uma chave de ouro que destrancava portas misteriosas era um objeto comum na literatura vitoriana. A portinha para um jardim secreto era para Carroll uma metáfora de eventos que poderiam ter acontecido se tivesse aberto certas “portas”. As doze mudanças de tamanho sofridas por Alice ao longo da história poderiam estar ligadas ao desejo dele de que Alice Liddell fosse adulta para que pudesse se casar com ela. O poema da carta usada como prova pelo Coelho Branco no julgamento é inspirado pela canção Alice Gray, que conta à história do amor não correspondido de um homem por uma moça chamada Alice.
Mary Ann, na época de Carroll, era um eufemismo britânico para criada. O coelho
Branco chama Alice assim em um momento no qual dá ordens a ela. Ele está sempre procurando por suas luvas, peças tão importantes para Lewis quanto para o Coelho, pois em todas as estações do ano o escritor sempre usava um par de luvas de algodão cinzentas ou pretas.
No capítulo “Conselhos de uma Lagarta”, a lagarta lê o pensamento de Alice. “Carroll não acreditava em espiritualismo, mas acreditava na realidade da percepção extra sensorial e no poder da mente mover ou deformar objetos inanimados.” A Lagarta fora inspirada nos professores que davam conselhos na Universidade de Oxford, onde Lewis estudou.
Em toda a história de Alice são encontrados 24 poemas, entre os quais 10 são paródias de poemas e canções inglesas da época de Lewis Carroll. “Os poemas e os versos que Alice recita, e que parecem não ter sentido nenhum, são sátiras aos poemas enfadonhos que as crianças inglesas daquela época tinham que saber de cor.” A posição de Alice, de mãos unidas, ao fazer recitações indica que era exigido das crianças da época saber as lições de cor.
O autor do romance adorava crianças, mas detestava meninos.
A nogueira onde aparece o Gato de Cheshire ainda existe nos dias de hoje, no jardim do Colégio de Deanery. O Gato de Cheshire refere-se aos queijos do condado de Cheshire (onde Carroll nasceu) que tinha a forma de um gato sorridente. Ao partir o queijo na forma de gato, a tendência seria começar pela calda até que finalmente só restasse na travessa a cabeça sorridente, o que nos remete ao episódio no qual o gato desaparece a começar pela cauda e termina com o sorriso.
O dia do chá maluco não é uma data qualquer, é o dia do aniversário de Alice Liddell, 4 de maio.  A parte na qual a Lebre de arço e o Chapeleiro Louco tentam enfiar o Caxinguelê no bule de chá pode estar relacionada ao fato de que crianças vitorianas costumavam ter ratinhos como bichos de estimação e conservavam-nos dentro de bules cheios de capim ou feno.
A Lebre de Março refere-se ao mês do cio das lebres; o Chapeleiro é louco por causa de uma substância alucinógena usada na fabricação de chapéus; o Leirão dorme muito por ser um animal que hiberna no inverno e a Falsa Tartaruga refere-se à sopa de falsa tartaruga, que na verdade é feita com carne de vitela. Na catedral, onde o pai de Lewis era reverendo, existe talhada em madeira a imagem do grifo que inspirou o Grifo, amigo da Falsa Tartaruga.
Carroll dedicava muito tempo à invenção de maneiras inusitadas de jogar jogos conhecidos, e talvez por isso, o jogo de croqué da Rainha possuísse elementos vivos.
Devido às semelhanças no comprimento dos nomes, e às posições das vogais, consoantes e letras duplas no último nome, acredita-se que Charles tenha se inspirado na formação do nome de Alice Liddell para criar seu pseudônimo Lewis Carroll


O lado real do país surreal.

A obra é cheia de referências ao mundo de Lewis Carroll:

Violência

"Cortem-lhe a cabeça", diz a Rainha de Copas. O trecho revela que os leitores vitorianos não se chocavam com cenas de violência, mesmo se descritas para crianças. "Não se deveria permitir que livros como Alice no País das Maravilhas circulassem entre adultos que estão se submetendo à análise", afirmou o crítico Martin Gardner.

Crítica aos colegas

O reinado da rainha Vitória viu surgir uma nova geração de poetas, como Lewis Carroll e Edward Lear (1812-1888), que trouxeram humor e absurdo ao tradicional formato do poema clássico. Em Alice, Carroll ridiculariza diversos autores famosos na época, como Robert Southey (1774-1843) e Mary Howitt (1799-1888).

Amadurecimento

As transformações corporais sofridas por Alice são uma metáfora para o crescimento de meninas com a chegada da puberdade, oportunidade para inúmeras interpretações psicanalíticas. Carroll, aliás, nunca escapou de analogias (à pedofilia, por exemplo) e críticas a seu carinho por meninas de 8 a 12 anos, entre elas a Alice original.

Existencialismo

"Lagarta para Alice: ‘Quem é Você?’. Alice responde: ‘Eu... nem eu mesma sei, Sir... pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então’." Para muitos críticos, tais indagações antecipam a filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre (1905-1980).

Matemática aplicada

Autor de estudos de lógica, Carroll era fascinado por charadas. No capítulo 9, o Grifo (animal mitológico com cabeça de águia e corpo de leão) diz quantas horas por dia estudava: "Dez horas no primeiro dia, nove no seguinte, e assim por diante". Alice responde: "Nesse caso, no décimo-primeiro dia era feriado?" Ela está certa.

Tamanho e o caminho para a maturidade


Alice no país das maravilhas é a narrativa do sonho de uma garotinha. Como é comum em todos os sonhos, as regras da realidade são quebradas, e isso é analisado pela própria personagem como em um jogo. A garotinha precisa entender e resolver o jogo, antes que sua irmã a acorde e a traga de volta ao mundo real e normal.
Alice é uma obra que permite várias interpretações. Uma delas é a de que as mudanças, conflitos e aprendizados da adolescência podem estar representados na obra. Alice entra na aventura sem pensar em nada, de repente, como se entra na adolescência. A questão do tamanho nos lembra que a adolescência está presente em todos os episódios da história:
“Alice está sempre crescendo e diminuindo dependendo da situação e isso certas vezes é conveniente ou não para ela.”
No primeiro capítulo, Alice reduz de tamanho e parece se tornar insignificante. Essa transformação faz com que ela tenha medo de encolher até desaparecer. Em alguns episódios, Alice cresce de forma desenfreada. O adolescente se sente insatisfeito, ao perceber que crescer traz consigo inúmeras responsabilidades.
Em várias circunstâncias o tamanho representa novas possibilidades. Pequena, Alice pode entrar no jardim, mas grande, pode pegar a chave. Grande, sente-se mais confiante no julgamento no final do livro.
Na passagem em que o pescoço de Alice cresce, sua capacidade de observação se torna mais ampla. Depois de experiências vividas na adolescência passamos a ter uma nova visão do mundo. Alice considera o país das maravilhas mais divertido, mas sente saudades do mundo real. O adolescente adora as novas possibilidades dessa fase, mas sente saudade das facilidades da vida enquanto criança.
No país das maravilhas, Alice sente que pode usar a mágica como recurso para tornar-se invencível. Ao afirmar que quando for adulta vai escrever um conto de fadas, revela o desejo de controlar tudo que acontece no mundo a sua volta.
Quando Alice fala sobre a dúvida de quem realmente é, no diálogo com a cigarra, a personagem demonstra um estado confuso típico da adolescência diante da rapidez com que as mudanças acontecem.
Ao final do livro, Alice recupera seu tamanho normal, porém a maturidade vinda das experiências vividas ao longo da história a investe de uma grande coragem para enfrentar o julgamento. Quando Alice acorda, sua irmã pensa se ao crescer ela conservará o coração simples e amoroso da infância. Lembra alguém que passou pela adolescência e se lembra dela com saudades. Nesse momento, a irmã de Alice percebe que ela despertou do sonho muito mais madura.

Alice e o problema do tamanho


As mudanças de tamanho mexem com o psicológico da personagem, levando-a a explorar suas capacidades, enquanto impõe novas circunstâncias a cada capítulo, fazendo o romance progredir.
Tome-se por exemplo um dos episódios iniciais em que Alice está num grande salão e identifica uma porta pequena na parede, antes escondida por uma cortina. A menina então encontra uma chave minúscula, sobre a mesa de vidro, e abre a portinha, revelando um belo jardim. Sua intenção é chegar àquele novo lugar. E a necessidade de Carroll é avançar no romance, criando novas peripécias para a protagonista. A transformação do tamanho aparece, pois, como uma solução para o desejo de Alice (e de Carroll).
O problema do tamanho lida com o crescimento e os obstáculos encontrados no caminho para a maturidade. A personagem busca se superar diante de cada obstáculo desenvolvendo a postura de uma heroína, e nem mesmo a sua constante crise de identidade a impede de continuar questionando e desejando mudar seu tamanho para ultrapassar portas e adentrar recintos novos. A última mudança acontece espontaneamente, talvez porque Alice estivesse prestes a voltar à realidade.

No cinema




Alice no pais das maravilhas ganhou varias adaptações para o cinema e series de TV.